A BAILARINA
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina com o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
(Cecília Meireles)
Uma das primeiras poesias que ouvi na minha vida.
Lembro-me de ouvi-la pela primeira vez (uma estrofe apenas) na voz de meu tio, que me chamava carinhosamente de 'menina bailarina', algum tempo depois minha professora da 1a serie me apresentou a poesia inteira, e a obra infantil de Cecília Meireles, que amo até hoje, e assim começou a minha paixão pela literatura e pela poesia, atravéz da dança pra variar, porque essa paixão já existia bem antes disso!
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina com o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
(Cecília Meireles)
Uma das primeiras poesias que ouvi na minha vida.
Lembro-me de ouvi-la pela primeira vez (uma estrofe apenas) na voz de meu tio, que me chamava carinhosamente de 'menina bailarina', algum tempo depois minha professora da 1a serie me apresentou a poesia inteira, e a obra infantil de Cecília Meireles, que amo até hoje, e assim começou a minha paixão pela literatura e pela poesia, atravéz da dança pra variar, porque essa paixão já existia bem antes disso!
