Lua nova

Foto: Paula Martins

Solidão encalacrada
dos pés à cabeça
O movimento cessado
a suavidade amordaçada
Nos caminhos sem pedras
Vê-se atalhos tortuosos
em paredes monstruosas
Da garganta surge
um grito silencioso,
colorindo o alvorecer,
enquanto adormece
o lado negro da lua
A beleza do caminhar
A saudade da liberdade
O medo, espanto de nascer de novo
A lua nova renova o pranto
e os olhos marejam
rumo as estrelas
infinita luz que quase cega
verdade suprema de seguir
o caminhar...seja como for.

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