MORTALHA (OU O MEDO)

Minha mortalha é o medo
o medo de ser livre,
que corrói por dentro

aprisiona a alma
que não ama
que impede de bem querer
e de bem querer ser
O medo da descomunal força
daquilo que pode ser
e do que dará alegria
medo da liberdade
que tanto se preza e deseja
medo que sempre existe
e nunca deixará a alma em vão
o que nunca deixará a alma
a coragem de enfrenta-lo
é o que reconhece-lo como tal
ele existe e é fato
e ponto final.

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