áspero



Removo asperezas
da boca do olhar
quero sorriso largo
cores na mão
destrezas precárias
silêncio da dor
vou no vento
carregando lírios
na mão do mundo
no orvalho floresço
molho o peito
olho-me dentro
e estendo a mão
a quem quiser
cantar comigo
uma canção
trazendo no peito
as mágoas e o não
pra dar lugar
a beleza etérea
de asas na mão.

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