Devaneios prosísticos


Minha alma é tão intensa e tão confusa, que as vezes acho que vou enlouquecer de tão profusa, queria poder dar conta disso, dessa devassidão, dessa insensatez, mas algo em mim, me repara, me olha de entremeio, e foge ao devaneio, algo em mim, me deixa assim, sã, quando quero a loucura, divina quando quero a devassidão das palavras no corpo fervendo as vertebras, com o ar quente saindo pelas narinas, com a vastidão da alma saindo por esse corpo. Mas há em mim algo que me deixa rever os erros, concertá-los mesmo quando minha alma se dá conta que não são erros, são apenas humanos deleites. Insanos aceites, de quem não quer mais nada alem de viver, de conhecer o próprio mundo, de testar seus próprios absurdos, de mundanos e obscuros infortúnios.
Há em mim, eterna guerra, interna obtusa, confusão de estrelas e entre meios de cerebral sanidade.
Penso, penso, penso, penso, ate a alma cansar do pensamento e me tomar as vísceras como um câncer que toma o corpo e leva a morte cerebral, e me ressuscita a alma, fazendo-me viver e parar de pensar, apenas viver, viver enfaticamente como quem vive borbulhando encontros consigo e com o ego, de forma irresoluta, enfática, sem voltas, assim, pretendendo o nada, preferindo apenas ser, descobrir-se humanamente ser pensante e vibrante, contraditória e errante. 
Há em mim, um pouco assim de fim, que se transforma em muito, e extravasa a carne perfurando ossos como agua quente derretendo ate virar nada, pó, estrada, errada, profícua amante delirante, covarde, assim, complexa simplicidade, vasta promiscuidade de erros e explanações delirantes de minha alma velejante.

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