Corpopoema



Acordar o corpo
fazer vibrar a alma
tocar, sentir, deslizar
ossos, alma, lugar
Equilíbrio equidistante
aqui ali lugar comum
em você, tocar
um pouco de mim
Tocar fundo pedaço por pedaço
recolhendo ossos
com meus pés
que ironicamente frágeis
São base para o corpo cansado
tantos pedaços pequenos
me fazem remontar pedaços de mim
me fazem voar sem sair do chão
Asas-Tri-ângulos corporais
E Atlas sustentando o globo-terra-crânio
tirando o peso do mundo das minhas costas
direções distantes
em um mastro cujas ondulações
retomam-me o equilíbrio
Não, não tem nada reto, ereto
São ondas por onde percorrem
meus quereres, meus andares.
Viver é ondular sensações
(Em)barca(r) emoções
No meu feminino abraço pélvico
onde as emoções se envolvem
onde meu lugar cristaliza, ossifica
osso que protege a vida,
onde se inicia o amor
onde permanece o mistério contido
naquele que me abraça.

Paula Martins

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